Não gostei do álbum Ghost Stories do Cold Play. Mas esse não é um post-resenha, não vou aqui “dar uma” de crítico musical. Curto demais a banda, não gostei do disco mas, tiro meu chapéu para a inteligência de Chris Martin e Cia ao implantar uma estratégia de Marketing única e campeã na promoção desse álbum. É exatamente essa ação genial do Cold Play que você vai ver nesse post e o que esse exemplo pode ajudar na construção de uma divulgação de resultados pro seu trabalho musical.
Se você acompanha o Palco Digital, tem visto que, uma das coisas que mais abordo é a maneira estratégica de gerar valor, interesse em torno de um trabalho artístico ANTES de anunciá-lo, de vendê-lo. Hoje, o comportamento humano não se limita a ouvir um anúncio e comprar. Pra que um artista consiga ser absorvido pelo público, antes, ele precisa fazer parte da experiência desse mesmo público. Pessoas não compram discos, não vão a shows pura e simplesmente. Elas adquirem produtos que as proporcionem experiências sensoriais, marcantes, capazes de construir valores.
Muito bem, com toda a certeza, isso o Cold Play sabe. Ao anunciar “Ghost Stories”, a banda se enveredou em um caminho totalmente diferente do que acostumamos a ver. O disco não começou a ser divulgado em uma TV, não foi de cara, pra loja da iTunes, não foi anunciado no Facebook da banda. O Cold Play criou uma ação envolvente em torno dos manuscritos reais das letras do novo álbum, uma “Caça as letras de Chris Martin”, vocalista e líder do Cold Play, em todo o mundo.
Como Funcionou
9 manuscritos originais, das canções que compõem o disco, foram espalhadas em diferentes países. Pelo Twitter, o Cold Play iniciava uma verdadeira “Caça” anunciando que esse material valiosíssimo, estava em um certo local de um determinado país, à disposição de quem encontrasse. Imagine ter com você, a letra manuscrita, original, da composição de um disco do Cold Play?

Foco de toda a estratégia
O objetivo da ação foi gerar buzz, comentário e acima de tudo, gerar VALOR para o novo disco, antes de lançá-lo. O interesse em receber algo tão incomum e valioso gerou uma SUPER VALORIZAÇÃO do álbum, antes mesmo do lançamento, ANTES DE SER OUVIDO! Ghost Stories foi lançado e alcançou 300 mil cópias no primeiro dia de venda além do TOP 1 na Bilboard já no primeiro mês de lançamento.
Relacionamento com o público
Ao entregar um material tão valioso para o público, o Cold Play gerou uma conexão impenetrável, um valor imensurável para seus fãs. A afeição à banda foi imediata. E quando o valor pessoal de um produto é grande, o preço dele fica pequeno. Ter o álbum do Cold Play não era uma opção, era uma necessidade pelo menos, em retribuição ao que fizeram.
Uma coisa podemos tirar de tudo isso: Mais e mais fica provado que hoje, ninguém vende discos, cds, shows. As pessoas compram valores, experiências pessoais.
Sua música precisa provocar isso, de alguma forma.



A música deles é tão boa quanto a criatividade!
Primeiramente agradecer demais a você Vinícius por esta me ajudando muito com todas essas valiosas dicas, eu acho que independentemente do coldplay já ser essa banda mundialmente conhecida isso e fato, porem o importante e saber que também funciona em nossa realidade no nosso universo porque pessoas são pessoas em qualquer lugar do mundo, e dar algo a mais do seu trabalho para elas as colocando como pessoas que realmente são importantes para o artista sem duvida funciona absurdamente, valeu Vinicius por mais uma dica deouro
O Poder da antecpc, a Globo faz isso muito bem com as suas novelas!
Realmente é algo pra se pensar!!! Ótima matéria Vinicius.
A criatividade agregada ao fato de a banda possuir milhões de fãs apaixonados…
Concordo com você Rosy. A criatividade, sem dúvidas, foi ímpar. Mas conta MUITO o fato de a banda já possuir uma rede imensa de fãs