SOBRE O EPISÓDIO 2
No segundo episódio, Vinicius Soares conversa com Robson César sobre como artistas independentes podem aumentar sua agenda de shows e monetizar seu trabalho.
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Bandas referenciadas nesse Podcast
Armada – facebook.com/bandaarmada
Black Betty – facebook.com/blackbettybrasil
Texas Hammer – facebook.com/texashammer
SOBRE O CONVIDADO
Robson Cesar já atuou em todos os pilares do show business. Músico multi-instrumentista, foi diretor de marketing de uma gravadora nacional e de uma multinacional alemã, criador e co-locutor do programa “Eu Quero É Rock” na rádio Atlântida PF – sucursal da maior rede de rádios do sul do país, foi proprietário de casas de eventos, contratou e produziu mais de 1.000 shows e atuou ao lado de bandas como Living Colour, Motorhead, Calton Coffie, Exaltasamba, Raimundos, Nenhum de Nós, Maskavo, dentre outras.


Conteúdo muito produtivo pra nós que estamos dentro do meio musical. Muito obrigado Vinícius e ao seu convidado que ampliou a nossa visão!
Boa tarde tudo bem. Cara to adorando o seu conteúdo eu canto solo música gospel mais ainda não estou conseguindo ingrenar as minhas agendas são muito pequenas
boa noite estou começando a acompanhar agora seu conteudo e este topico ja me foi muito valido , muitas vezes nos musicos integrantes de bandas escolhemos mal nosso repertorio por mais bem executado que seja, tocar musicas para uma faixa etaria que não condis com o repertorio escolhido não agrada casa e publico.
Ola, minha dúvida é especificamente para o convidado Robson. Entrei em seu site mas não consegui navegar muito bem. Lá, encontrei uma frase que dizia pra que eu clicasse no “botão abaixo” e fizesse parte da “Lista VIP” e recebesse mais informações do trabalho do Robson. Porém, não encontrei nenhum botão. A Pagina está em uso? como entrar em contato com Robson?
Desde já agradeço ao Vinicius e ao Robson pelo podcast incrível. Vocês me ajudaram bastante.
Abraços.
Tenho uma dúvida.
Eu componho e em algumas apresentações minhas eu coloco uma ou duas músicas autorais.
O que vocês acham disso?
Gostei muito da dica em manter a energia do show do início até o fim; sendo que isso é determinado pela playlist. Isso vai me ajudar muito. Sempre tive muito cuidado com o repertório e um carinho com o meu publico; agora terei mais ainda.
Outra parte que me chamou bastante atenção é que muitas pessoas só executam as músicas e não fazem show. Eu procuro fazer o show interagindo com o público, colocando eles pra cantar em junto comigo e etc.
Olá Vinicius e Robson! Quero agradecer imensamente por esse palco cast, que abriu muito a minha mente sobre como trabalhar na venda dos meus shows. Já acompanho o Vinicius há algum tempo e todos os conteúdos são de muita ajuda.
Estava lendo os comentários e vi um que falava sobre a venda de shows. Eu também tenho uma dupla sertaneja e não tenho uma equipe que me ajude nas vendas. Qual é o melhor meio de conseguir alguém que faça esse trabalho pra mim? Desde já agradeço! Um forte abraço a vocês!
Olha é certeiro quando falam sobre esse assunto, mas vou falar sobre SP.
1-Rock, balada e diversão é muito associado com bebidas, a lei seca diminuiu sensívelmente a incidência das pessoas nas casas, e as casas se localizam nas regiões nobres,centrais relativamente distantes e com difícil acesso. Logo o cara que vai no show, nem sempre as casas ficam próximas do metrô, e também esse cara não quer ficar esperando até as 5am, logo ele teria que ir embora de taxi, que é uma grana a mais.
2-A ramificação das casas estão seguindo as tendências de CULTURA DE MASSA por isso muitas casas de rock, estão migrando para POP rock ou sertanejo, para agregar um determinado público X ou Y até mesmo por questão de classe social e afins.
3- Uma grande verdade absoluta é CONHECER O MEIO, saber quem são os donos,gerentes,as bandas e se apresentar e ter boas referências para ter a oportunidade de 5 minutos de tempo. O underground paulista foi para os beleléus devido as condições que as bandas oferecem para os músicos e a inversão de valores.
4-Fato, as bandas apresentam shows curiosos, mas elas vão até as casas querendo também o público das casas, conquistar esse público e aumentarem a renda, mas a casa quer que a BANDA TRAGA O PÚBLICO, como se a banda limpasse o banheiro, fizesse a bebida e comida, a iluminação, o segurança e afins, sendo que a ÚNICA FUNÇÃO REAL é a banda apresentar um bom show e promover a casa, mas os valores se invertem.
Porque eu vou sair de região X, para Y pagar no mínimo R$30 de entrada R$50 de combustível, +-100 de consumo pra ver alguém no primeiro e segundo fim de semana?
Pela relevância DA CASA E DA BANDA.
5-Tem uma casa localizada na Móoca que a galera do underground conhece bem, FAZER A BANDA VENDER INGRESSOS é um ABSURDO, tem casas que querem a venda do ingresso, a divulgação,e ainda pedem porcentagem da entrada, ou seja, o que faz o diferencial de um bar com rádio, é a banda e ainda assim são tratados dessa forma.
É melhor dessa ótica fazer o próprio evento.
6-A coisa no mundo do cover, os riscos são mais controlados, mas na música própria a situação fica ainda mais difícil e a casa que pode promover o artista além do próprio artista, se a casa tem o próprio público, ela pode investir, ou dar uma entrada para uma banda propria e outras para covers….
7-Mas no geral tudo anda em torno do interesse e de seus alinhamentos, a banda boa cover vai ficar na zona de conforto e se manter ali, a de som próprio se não vinga, haverá o término, vingando a coisa muda de figura, mas esse processo é de qualidade de banda e de casa.
Criar relevância é a grande sacada
Olá.. estou tentando ingressar no site do Robson Cesar sem êxito, pois nao passa da página da confirmação … o que ocorre? Obrigado!!!
Wander, vou verificar com ele. Um abraço!
Excelente material! Parabéns!
Obrigado Thiago!
Muito legal esses podcast, é um ótimo estudo pra fazer enquanto lavo a louça…rsrsrs
Brincadeiras à parte meus parabéns, essa rede de informações é excelente para direcionarmos nossos trabalhos!
Ola Vinícius e Robson César.
Primeiramente muito obrigado pelo o apoio que vcs estão dando a todos que sonham um dia viver da sua arte. Vcs fazem agt ver q esse sonho é possível.
Tenho uma dúvida.
Robson fala que é melhor evitar enviar propostas pelo imbox no face. E que uma opção seria a mala direta, não é a ideial mais funciona.
Quem seria a forma mais ideal para apresentar meu projeto a um contratante?
E quais itens devem ser indispensáveis ter nesse projeto?
Muito agradecido.
Pessoal, achei valiosa a dica de não enviar propostas via inbox, realmente já fiz isso e não tive nenhum retorno. Outra dica que me tocou foi a de se não tem espaço pra sua música vai e cria um junto a outros artistas do mesmo gênero, o que no meu caso (world music) se aplicaria melhor. Parabéns pelo material!
Grande Carlos Carty, feliz em revê-lo. Obrigado pelo comentário!
Concordei com tudo que ele falou. Gostei da parte do “workshop ao vivo”. Não tem como uma banda Que toca Grunge fazer solos quilométricos ou limpos demais. Tem que absorver a essência do que você ta tocando. Gostei também da ideia de lógica de não empurrar um estilo que não é a proposta da casa.
Duvida: como lidar com (com o perdão da palavra) os CUZÕES que sempre tem em show de rock – aqueles que insistem em uma musica que não é a proposta da banda (tipo que insiste em Rock nacional numa noite especial SEATLE) ou que invadem o palco fazendo “Backing Vocal”?
Fala Ronald! Respondendo a tua pergunta, pessoas inconvenientes sempre vão existir e é importante saber lidar com elas de forma inteligente. Eu sempre busco manter um clima agradável e uma resposta fraterna nestas situações porque a nossa reação em cima do palco tem reflexo em todas as outras pessoas presentes na casa. Algumas vezes, em shows mais descontraídos, toco o riff ou canto o refrão, em forma de prestigio ao pedido. Em casos de falta de bom senso, uso a técnica que batizei de Gasparzinho… algumas pessoas até enxergam e escutam o cidadão, eu não! E o show segue na boa.
Invadir o palco já ultrapassa os limites máximos e não é tua função resolver esta situação, é um caso de competência da equipe de segurança.
Abraço!
Olá Vinícius, sou aluno do palco digital e estou acompanhando cada episódio do palco cast. Tenho uma dupla sertaneja e estamos nos adaptando às novas mudanças graças a ajuda do curso. Sobre esse episódio gostaria de saber o seguinte: Muitas pessoas me falaram que pega mal para a imagem da dupla se o próprio integrante(no caso eu) sair vender show. Nesse caso seria melhor achar alguém que faça esse trabalho por mim?
Valeu!!!!!
Olá Rodrigo! Não é um fator decisivo, porém demonstra maior profissionalismo além de facilitar para o artista uma vez que ter pessoas dedicadas a tarefas extra palco dá mais cabeça ao músico. Alguns contratantes tem uma boa impressão sim quando isso acontece, porém, como falamos, ter uma base de fãs em torno do artista é a moeda de troca nesse mercado. Um abraço e obrigado!
Fala Rodrigo! O fato de você mesmo vender o seu show demonstra que a tua equipe ainda não está 100% estruturada, e o contrário demonstra maior profissionalismo. Se você possuir uma boa proposta, não vai ser este detalhe que vai te impedir de vender o teu show. O que vejo de negativo é que você, por ser o artista negociando, fica prejudicado por não poder usar algumas estratégias de negociação importantes, e normalmente o artista tende a ter uma abordagem mais emocional do que profissional. Recomendo que você monte uma parceria com alguém que já está no ramo e tem bastante contato com casas do teu estilo ou treine uma pessoa próxima a banda para negociar para você.
Abraço!
Muito bom Vinicius parabens por mais essa iniciativa. Dicas super importantes e de boa qualidade. Pra mim ta sendo mt bom, pois assim baixo e ouço no cel. diferente do youtube q eu acabava perdendo por falta de tempo. Continue com os podcast, excelente.
Sobre “conquistar” o contratante o que vc acha que devemos realmente apresentar pra ele? exatamente quais materias? e no ao vivo ou telefone, como deve ser a abordagem?
Como disse o Robson, devemos esperar o contratante entrar em contato. E se ele não retornar?
vlw Vinicius, sucesso sempre!
Obrigado.
Ronei, vídeos de suas apresentações ao vivo são vitais para que o contratante veja seu potencial para entreter. É um dos fatores, o mais decisivo é mostrar que seu trabalho já reúne um público fiel que pode somar ao evento financeiramente. É o que o Robson fala das bandas do tipo “Atração”. Esses profissionais tem entrada aberta. Meu conselho para que você aumente seus shows parte desse princípio, construir uma audiência e tê-la como ativo para que as portas se abram de forma profissional. Um abraço e obrigado!
Fala Ronei! O contratante você conquista quando supre as necessidades dele. O que ele quer é que você gere lucro atraindo compradores de ingressos e que durante o teu show, o público se sinta bem naquele ambiente e que se mantenha consumindo pelo maior tempo possível. Estas são as duas principais fontes de receita de um contratante e quanto mais lucro você gerar, maior vai ser o teu cachê.
Na hora de vender o show, como disse o Vinícius é muito importante você ter um bom material de apresentação e um bom vídeo ao vivo para que o contratante veja com clareza o que você tem a oferecer. Contratantes precisam estar seguros de que você vai corresponder com as suas necessidades e dificilmente vão apostar em você sem esta certeza de que você sabe o que está fazendo. Você pode enviar este material pelo correio em forma de mala direta, ou criar uma boa oferta, um bom site, um bom canal no youtube, e fazer algumas campanhas via Facebook por exemplo, para que o contratante conheça o teu trabalho sem que você precise correr atrás dele. Amigos em comum também são uma boa estratégia.
Você não precisa esperar que o contratante retorne o teu contato. A partir do momento que você falar com o contratante, antes de se despedir (seja ao vivo, via fone…) já deixe o próximo encontro agendado, tenha a iniciativa do prox. contato e seja pontual sempre.
Abraço
Vinícius, acho ótimo o conteúdo que você disponibiliza pra galera no blog e no Facebook.
Tenho uma dúvida em relação a esse podcast.
Vocês falam da relação com o contratante, mas na minha cidade e região o espaço para bandas autorais é muito pequeno. Os contratantes querem repertório 90% cover, sendo que minha banda já tem uma CD com 10 músicas pronto e estamos trabalhando num EP de 5 músicas pra lançar em 2016.
Estamos num conflito interno, discutindo se devemos abrir mão de seguir apenas tocando música autoral (isso nos limita a tocar apenas em festivais e muita vezes sem cachê), para montar um repertório de banda de bar, com aquele repertório padrão cover.
Você acha que conseguiremos reconhecimento do trabalho autoral se tocarmos cover?
Júnior, obrigado pelo comentário! Te oriento a não abrir mão de seu repertório autoral jamais. As oportunidades para mostrá-lo, sempre aparecerão. Você mencionou que os contratantes de sua região pedem 90% de seu repertório cover. Esses 10% restantes é o espaço para você mostrar seu material autoral que, pode parecer pouco, mas, é muito valioso.
Sua conexão com o público irá permitir que as pessoas queiram conhecer mais sobre vocês e fatalmente chegarão a seu trabalho autoral.
Encare o cover como uma “isca” para atrair a curiosidade do público posteriormente ao seu trabalho.
Um abraço!
Fala Junior!
Esta é uma dúvida que a grande maioria dos músicos que toca música autoral enfrenta em algum momento. Como eu falei neste Palco Cast, uma das principais fontes de lucro de um contratante é o consumo de bebidas e comidas durante o evento. Outro conceito que falei era sobre a Triade do Show Business que é sustentada por três pilares principais que é você (banda) o contratante e o público. Um show só é um sucesso quando atende a necessidade destes três pilares. Você como banda precisa ter como meta atender as necessidades e interesses dos outros dois pilares. Um show totalmente autoral não é nenhum problema desde que o público conheça e cante as tuas músicas. Caso as tuas músicas ainda não sejam conhecidas do público, você vai comprometer a conexão da tua banda com o público. Se as pessoas não conhecem a tua música, dificilmente vão se emocionar ouvindo pela primeira vez, e isto torna o show muito entediante para elas (muitas vão embora cedo) e faz com que o consumo de bebidas caia muito.
Acho importante você mostrar as tuas músicas autorais nos teus shows, porém precisa ser sutil. Covers são muito importantes pra aumentar a conexão e satisfação do público. As pessoas gostam de cantar junto com a banda e gostam de ouvir ao vivo aquele riff que ela só ouvia em casa. Recomendo que você faça um mix de covers que tem a ver com a personalidade da tua banda e de musicas autorais (mais covers do que autorais no início), e paralelo a isso vá trabalhando pras tuas músicas serem cada vez mais conhecidas. As músicas covers não vão prejudicar o teu trabalho autoral, mas vão fazer com que o teu show seja mais divertido, e também vai fazer com que o público das casas se identifique com a tua proposta.
Abraço