Normalmente, quando se ouve alguém falando sobre “como fechar mais shows”, vemos um grande destaque para casas de festas, bares, pubs, lugares abertamente conhecidos por promoverem a música ao vivo. Claro, são opções importantes e devem ser consideradas por quem está à procura de monetizar sua carreira, mas pense comigo, seguindo essa ótica, você naturalmente irá observar que a concorrência é grande e claro, o número de lugares não comportará todos os artistas que tentam conseguir uma GIG.
Vamos pensar diferente? Será que as pessoas estão dispostas a ouvir uma boa música ao vivo apenas nestes lugares?
Nem só de casas de show, bares, pubs e clubes vive o show business. Há alternativas que poucas pessoas exploram, há segmentos que seguem praticamente sem concorrência (pelo menos até a publicação desse artigo) e você pode atender. O primeiro passo é conhecer e o segundo, se posicionar.
Separei 5 alternativas que podem te dar uma perspectiva diferente. Vamos lá?
1 – Festas privadas

Não sei se você sabe, mas, com ou sem crise, as pessoas continuam fazendo festas. É uma tendência, principalmente do brasileiro, que é um povo inclinado à celebrações. Existe uma procura grande por pessoas que atendam necessidades relacionadas à festas pessoais. Vou mais além, existe uma procura grande por bandas que toquem em festas pessoais! Dê uma olhada no quadro abaixo:

Esse é um quadro que mostra as buscas feitas no Google, no período de um mês, com os termos banda para festas, casamento e afins. São mais de 163.000 pesquisas mensais! Ou seja, milhares de pessoas estão procurando bandas para festas, que vão desde aniversários, 15 anos, casamento, ao que você puder imaginar. Enquanto grande parte está buscando um bar ou um pub, a concorrência para festas é quase zero.
O segmento tem grande procura, mas ele é exigente. Quem busca por uma banda para tocar em uma festa pessoal, procura um artista que atenda seu perfil, possua um produto (SHOW) de acordo com o evento. Nesse caso, você deve se posicionar como alguém pode nutrir essa necessidade.
Dica: Construa um formato de show orientado ao segmento de festas. Os tipos são os mais variados e você pode se posicionar seguindo seu estilo musical. Grave sua performance em estúdio e construa uma página especialmente orientada para vender este produto. Isto te trará mais credibilidade e posicionamento, aumentando significativamente suas oportunidades.
2 – Eventos beneficentes

Você tocaria “de graça”? Não? Em festas beneficentes, pelo menos, deveria.
Eventos em prol de uma causa social são uma porta interessante de monetização. Entidades e ONGs, anualmente se mobilizam para arrecadar recursos para a manutenção de suas atividades e, em sua grande maioria, estão abertas à artistas locais, independentes, que queiram ajudar. O que acontece quando você participa de um show beneficente? Você está em um local propício para vender seu material de merchandising!
3 – Festas de faculdades

Se existe um lugar onde as festas acontecem, esse lugar é uma universidade. Se você frequenta uma faculdade (ou tem contatos com pessoas ligadas a uma dessas instituições), vale muito a pena construir relacionamento com os organizadores destas festas, que são em sua maioria, alunos. Existem universidades que possuem seu calendário de eventos, uma listagem com 2 shows mensais patrocinados por alunos e em alguns casos, com o auxílio da própria faculdade. A verba, claro, se destina ao entretenimento e música não pode faltar. Ser uma alternativa nesta hora, pode garantir uma agenda de shows pelo próximo ano ou quem saber até mais.
Dica: Mantenha contato com os organizadores de festas em sua faculdade, construa relacionamento com eles. Naturalmente você terá oportunidades para oferecer seu show como produto.
4 – Festas corporativas

Como você viu no ítem 1, a procura por artistas para festas continua alta mesmo em tempos de crise. Isto se repete quando quem busca são empresas. O recurso autocomplete do Google mostra que o termo “bandas para eventos corporativos” tem sido buscado constantemente, com destaque para o estado de São Paulo. Veja:

Atender eventos corporativos é talvez a maior fonte de renda nesse mercado. Porém, empresas buscam profissionais que se posicionem neste segmento, artistas que possuam um show construído com base nessa necessidade. Ou seja, quanto maior o conhecimento do que um show corporativo envolve, melhor. Você não será contratado apenas para fazer uma apresentação artística. Dependendo do objetivo, sua performance precisará engajar os colaboradores à marca da empresa.
Dica: Existem tipos diferentes de eventos corporativos. Festas de fim de ano, abertura de feiras, lançamento de produtos. Cada evento possui um objetivo e seu repertório e performance precisam acompanhá-los. Pesquise e conheça a fundo cada um deles.
5 – Festas de Nicho
Grupos de pessoas que amam um estilo de vida diferenciado costumam se encontrar para celebrar essa visão de vida e gosto pessoal. Muitas (muitas mesmo) casas de shows, bares e pubs já descobriram esse comportamento e realizam mensalmente festas com um cunho de nicho. Existem festas customizadas para muitos grupos, porém, poucos artistas conseguem entender esses nichos e se encaixar nesse tipo de evento.
Pra você entender melhor esse conceito, assista o que o Eddie disse, abaixo. Com a sua banda Black Betty ele bate recordes de público em casas de São Paulo com uma festa do estilo americana, apresentando um repertório e toda uma experiência focada nesse público.
6 – Mantenha contato com rádios locais (bônus)

Este último ponto não tem a ver diretamente com a contratação de um show, mas serve de auxílio. Rádios locais fomentam eventos locais. Promotores de festas e eventos normalmente anunciam festas nesses canais, justamente por que são contato direto com a população e empresas da região. Faça questão de conhecer estas rádios, procure por espaço para divulgar seu trabalho nelas. É um público segmentado que tem o fator proximidade em evidência. Divulgar sua música para um público que está bem próximo de você, pode abrir oportunidades. É um tipo de show com menos “pompa”, mas, com efeitos interessantes.


Parabéns cara, pelo apoio e informações. Tamo junto.
Parabéns pelo artigo. Muito claro e objetivo, me ajudou muito. Deus o abençoe!
Muito legal…vou começar agora.
Conteúdo maravilhoso! Obrigado por nos presentear sempre com essas dicas maravilhosas!
Obrigado!
olá td bem? ouço muito vinicius vc falar de bandas no cenário independente, mas gostaria de saber se tudo isso se aplica aos cantores solo? muito obrigado desde já
Sim Raphael!
Kara Vinicius grandes dicas mesmo , vou estar atualizado todo dia aqui no palco digital ,obrigado e sucesso meu kamarada
Fico feliz com o feedback Jean!
Quando falamos, em nossa banda, sobre tocar fora, sempre vem a frase: “na pior das hipóteses a gente vai a uma praça, abre um bag de guitarra e toca. De fome a gente nao morre”. Vejo algumas bandas que fazem isso sempre, como o Conjunto Bluegrass Portoalegrense: tocam na rua, colocam o chapéu, bag ou latinha e conseguem levantar a grana, além de vender material de merchandising. Claro que um cuidado a ser tomado é plugar algum instrumento, porque aí se deve ver a legislação local sobre isso. O que você acha, Vinicius?
É uma alternativa válida também Malforea. Aqui no Rio de Janeiro existe uma cena muito boa formada por bandas que tocam em ruas. A rua é o lugar perfeito pra gerar o boca a boca. Pra quem sabe estruturar um show, é uma porta para oportunidades. O pessoal do Astro Venga é minha referência nesse sentido hoje e tem conseguido muitas portas devido a esse trabalho. Depois dê uma olhada: http://www.facebook.com/ASTROVENGA