5 Dicas para Estimular a “Química” na Minha Banda

Escrito por Vinicius Soares

Não interessa como os membros da sua banda são bons, se entre eles não existe uma conexão, se não há “química”, o público vai perceber.

É terrível ouvir uma banda em que os dois guitarristas disputam performances solo em uma música que não pede isso, ou um grupo que possui baixista e baterista longe de formarem uma “cozinha” em prol da apresentação.

Na maioria das vezes, essa “química” é natural, acontece rápido, em outros casos leva tempo para realmente aparecer.

Seja você uma banda com certa estrada ou recente, essas dicas podem ajudar a estimular a interação musical entre seus integrantes.

1) Toque com cada membro separadamente

Em muitos casos, quando a banda inicia com duas pessoas, esses possuem uma forte conexão que acaba atraindo outros músicos com o mesmo perfil. Isso acontece porque os dois possuem uma experiência diferenciada, tocaram ou escreveram juntos. Quando você toca em uma banda, é apresentado à uma experiência forte, mas acaba não percebendo o que pode aguçar o feeling de cada artista justamente por não os conhecê-los de perto.

Faça Jams ou sessões de composição com seus membros de forma separada. Procure saber como cada um pensa e toca, de perto, sem distrações. Entenda suas técnicas individuais, como e o que eles ouvem com mais ênfase em uma canção e o que realmente os influencia. Tocar com essas pessoas te dará um maior entendimento sobre a musicalidade e os limites de cada um. Quando se conhece isso, fica mais fácil propor ideias confortáveis a todos que estimulem a participação.

2) Discuta a origem de sua paixão pela música

Você sabe porque os membros da sua banda aceitaram fazer parte dela? Quando eles realmente decidiram fazer da música uma profissão? Separe um tempo para conversar com cada integrante sobre isso. O que faz essa “chama” se manter viva no coração de cada um deles? E no seu? Esse é um tipo de papo que eu te indicaria a alimentar.



3) Compartilhem seus artistas favoritos

Uma das coisas mais legais de tocar em uma banda é ver como tantas diferenças musicais podem acabar criando algo realmente único e interessante. Mas, você sabe quais as influências musicais de cada membro?

Uma das formas de estimular essa “química” entre os integrantes é conversar sobre que tipo de som faz parte do seu vocabulário musical. Ajude-os a entender suas inspirações, conhecer novos caminhos e principalmente, se identificar com isso. Quando nos afeiçoamos a alguma coisa de alguém, naturalmente nos conectamos a esse alguém. Simples assim.

4) Vejam shows juntos

Vocês gostam muito de uma mesma banda ou artista? Não perca a chance, marquem a data do show dessa atração na agenda, comprem os ingressos e assistam juntos. É uma razão óbvia para estimular a convivência. Passar mais tempo juntos em uma ocasião dessas vai aumentar a temperatura do termômetro musical de vocês, em uma situação privilegiada. Se a banda consegue se divertir em um show ao vivo, como amigos, certamente saberá o que fazer para manter esse ambiente vivo no dia a dia. Sem falar que essa experiência vai aguçar ainda mais o sonho de continuar fazendo música, juntos.

5) Compartilhem momentos fora da música

Vocês amam música e mantém essa como sua conexão principal. Nutrir isso é importante, mas, não se esqueça que músicos possuem vida fora da música e é justamente aí que a “química” pode acontecer. Vão comer pizza juntos. Marquem uma sinuca em um bar. Conhecer mais profundamente um ao outro é impactante na hora de desenvolver um trabalho musical.

Claro que existe o risco dessa relação se direcionar para o lado pessoal, mas, você pode e deve controlar isso. Pense que hoje, grandes empresas estão proporcionando momentos de lazer, descontração e integração no próprio ambiente de trabalho com o objetivo de deixar seus colaboradores felizes e motivados. Nem por isso essa relação perde o profissionalismo.

Em uma banda, não precisa ser diferente. Quando você ama o que faz e percebe que tem ao seu lado pessoas que complementam seu perfil, tudo acontece de forma natural. A “química” aparece.

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Sobre o autor

Vinicius Soares

Vinicius Soares é músico, compositor e empreendedor. Está à frente da Palco Digital, agência de consultoria para músicos independentes e realiza palestras pelo Brasil com foco em planejamento de carreira musical.

Ganhou o Prêmio Profissionais da Música, um dos maiores reconhecimentos da categoria e mantém uma comunidade online com mais de 50.000 músicos brasileiros e estrangeiros.

Uma de suas principais atividades é compartilhar conhecimento e experiência sobre geração de receita no mercado musical através das novas tecnologias, tema que já ajudou diretamente mais de 2.000 músicos e compositores através de seus treinamentos on line.

4 Comentários

  • No caso da banda que faço parte, os Piratas Siderais, finalmente conseguimos juntar 4 caras com química forte.
    Porém a mãe de nossa baixista está com câncer e eles terão de se mudar para outro estado para o tratamento. Devido ao câncer, ela tem dificuldade de locomoção, tornando-a totalmente dependente do nosso baixista.
    E esse baixista é nosso show man! Ele não canta, só toca, mas no palco ele se possui. O cara pira mesmo, enlouquece e, acaba sendo a atração do show. Tanto que mudamos nosso mapa de palco em função dele: o vocalista e guitarrista fica a minha esquerda (sou o baterista), o outro guitarrista a direita e ele no centro.
    Agora estamos apreensivos sobre o que vai acontecer. A química que temos como banda é bem forte e o baixista louco se tornou nosso diferencial. Conhecemos vários outros baixistas que tocam até mais que ele, mas que não tem sua presença de palco, sua capacidade de saber o momento certo de enlouquecer. Ontem no fim do último show, veio um público novo nos cumprimentar e afirmar que curtiram o “lance do baixista louco no meio”.
    Que dilema hein!? O que fazer quando a banda perde uma referência dessas!? Se reinventar!?
    Valeu

  • Como é difícil esse ponto, é exatamente pelo que estou passando, estamos na luta pra encontrar um baterista. O último apesar de bom musico e até de dizer que gostava do nosso som, a linha dele era sertanejo, até chegou rolar uma Química legal, mas ele se dividia entre nós e mais 5 artistas nunca lembrava nosso repertório, sempre que conversávamos sobre música “3) Compartilhem seus artistas favoritos” , ele vinha com “melhor vocal nacional Chitãozinho e Xororó” ou já ouviu o guitarrista Zé das Couves da Dupla Tu e Tu mesmo, tudo bem, mas… A gota d’agua depois de muitas brigas foi em uma viagem para uma apresentação em Brasília, além de um monte de problemas e de outras brigas que já tínhamos por divergência desde a formação ao equipamento, fomos ouvindo sertanejo e voltamos ouvindo sertanejo, eu em momento nenhum reclamei, estava no carro dele com o som dele, eu respeitei e foi muito bom isso, porque ali eu tive certeza do gosto musical dele, que não tenho nada contra, naquela viagem veio a certeza que aquela foi nossa última apresentação juntos. Graças a Deus ficou a amizade eu torço por ele, mas estou na tentativa de encontrar outro, esses dias tocamos com um outro baterista free lance, quase desisti no momento que ele olhou meu repertório na parte Cover e disse que conhecia apenas Raul Seixas e Pink Flody, e pior esses dois artistas era dúvida se eu tocava ou não, tinha artistas como Frejat e Legião Urbana que ele disse que nunca ouviu a música, conhecia de ouvir falar o Legião, tem lógica isso? E pior filmei realmente, me parece que não conhece mesmo, ele fez uma introdução de sertanejo no Frejat, mesmo após ensaio. Mas tenho esperança de acertar um ainda, e tudo isso depois é uma grande piada, fica a experiência. Eu tenho seguido o Palco Digital e estamos começando a colocar em prática o aprendizado, sempre acompanho suas matérias, quero participar mais. Abraço.

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