Já se deparou pensando: “Caramba, por que meu trabalho não consegue ser compreendido pelo público” ou “Por que só eu vejo o valor da minha música, mas, isso não se estende às pessoas” ?
É bastante comum vermos artistas frustrados com suas carreiras sem entender o porquê de tanto trabalho sem reconhecimento. Mais comum ainda são as causas de fracasso elencadas: O Brasil não valoriza a música, só faz sucesso quem possui dinheiro, etc, etc…
Tenho tido contato com boa parte dos novos músicos desse Brasil e uma coisa me fica bem clara quando vejo essa reclamação circular: Falta posicionamento à maioria dos músicos independentes.
3 perguntas podem te ajudar a encontrar uma resposta para o seu posicionamento no mercado: Quem você pensa que é, quem as pessoas acham que você é, e quem realmente você é.
Quem você pensa que é?
Muitos músicos tem uma ideia clara do que são, mas, essa percepção não é a mesma para público e mercado, que no final, acabam tendo uma imagem totalmente diferente da que esses artistas estão estão comunicando.
Por exemplo: Existem cantores que investem pesado para alcançarem o mercado popular, o mainstream, gravam nos melhores estúdios, contratam o melhor produtor e melhor assessoria, escolhem o repertório da moda mas, não acontecem porque são incongruentes. Se você analisar os últimos singles ou discos, não conseguiria dizer que é o mesmo cara, se não fosse o nome nas capas.
Quem você pensa que é nem sempre é o que as pessoas acham de você. Se não há congruência, dificilmente haverá conexão.
Quem as pessoas acham que você é?
A percepção do outro muitas vezes não é considerada. Você já deve ter ouvido falar: “Não importa o que os outros digam, faça aquilo que você ama fazer”. Dependendo do contexto, isso pode ser um grande erro.
Somos apaixonados pelo que fazemos e isso não nos torna 100% isentos para classificar nosso trabalho imparcialmente. Um trabalho artístico reúne anos de suor e sonhos que pesam na nossa balança analítica e tendem a nos dar uma nota acima da média, o que não necessariamente pode ser a realidade.
Quando esse mesmo trabalho é analisado por um público neutro, isento de emoções e causas, as surpresas podem começar a aparecer (positiva ou negativamente).
Já viram os vídeos de “reacts” espalhados pela internet? Pode parecer bobeira, mas, são uma pequena amostra de como um trabalho pode ter uma percepção tão diferente do que ele originalmente promulga ter:
Quem você realmente é?
Muitas vezes a forma que somos percebidos pelo público não reflete o que nós realmente somos.
Certa vez perguntaram ao Humberto Gessinger, líder dos Engenheiros do Hawaii:
“Humberto, você não sente falta da época em que vocês iam ao Faustão lançar discos e no dia seguinte eles estavam nas paradas de sucessos?”
Resposta:
“Cara, não sinto. Me lembro de quando a gente lançou o Papa é pop lá. Foi um alvoroço. O show de lançamento na semana seguinte tava abarrotado e aquilo no começo me deixou feliz pra caramba, mas, no final eu vi que a maior parte daquelas pessoas sequer conheciam a gente ou as músicas. Muitas estavam ali por terem visto nossa aparição na TV. Eram os fãs da fama. Existem os fãs do artista e os fãs da fama. Quando a fama se vai, leva essa galera com eles e isso não é saudável.
Acho que por isso a gente optou em fazer discos mais complexos depois, pra deixar claro pra mídia o nosso posicionamento.”
Se você não está feliz com a forma que as pessoas te enxergam você precisa dizer não e buscar o equilíbrio entre o que você pensa que é e aquilo que as pessoas acham de você.
Sua essência, a verdade, comunica mais do que qualquer coisa.
Faça esse exercício. Vale à pena.
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