Um dos maiores erros é tentar vender o que as pessoas não querem comprar. E se existe uma coisa que músicos fazem com frequência em sua carreira é isso, mesmo sem saber.
Ninguém acorda em plena segunda-feira dizendo “hoje vou procurar uma nova banda para seguir no Facebook”. Vou mais além. São raras as pessoas que propositalmente ouvem música pelo simples prazer de se ouvir música.
Mesmo assim o consumo de música nunca esteve tão alto. Em 2017 o streaming levantou os números da indústria.
Como isso é possível? Resposta simples. Hoje vivemos a era da Experiência.
Músicos que despertarem para isso já estão em plena vantagem.
Marketing de experiência?
Marketing de experiência é utilizar a emoção dos fãs para conquistar, engajar e fidelizá-los.
O contato cria estímulos, e esses estímulos geram respostas emocionais que ficam atreladas à experiência desse contato. Com o passar do tempo mais e mais se constata que um artista que atende musicalmente ao que um público espera não é o suficiente.
O marketing de experiência desenvolve ações que resultam em experiências positivas e memoráveis para os fãs que em contrapartida, se tornam mais engajados em favor do artista, gerando aumento de popularidade, vendas e expansão de marca.
Experiência é Identificação
Cada vez mais pessoas procuram consumir produtos de marcas que compartilham os mesmos valores que a sua audiência e apoiam as mesmas causas. Essa identificação é um forte indicativo de fidelidade.
Se existe uma banda que se identifica com seu público é o Foo Fighters. E eles mostram isso com experiências incríveis.
Ao lançar o álbum “Wasting Light” em 2011, a banda priorizou a conexão com sua base de fãs para fazer seu então novo trabalho ganhar uma divulgação espontânea.
A turnê do disco começou em garagens de fãs. A “Garage Tour” antecipou o trabalho, ampliou ainda mais a popularidade da banda via redes sociais, gerando uma conexão extraordinária com uma base de fãs fanática por Dave Grohl e os demais.
Experiências precisam de foco no público alvo
Experiência pela experiência não existe. Se você não conhece o perfil do seu público, jamais conseguirá oferecer esse conjunto de sentimentos capazes de gerar a retribuição que deseja.
“Música de Brinquedo” do Pato Fú, um projeto de clássicos da música tocados com instrumentos infantis não foi de longe uma experiência para crianças, mas, uma baita aula de como criar produtos sensoriais com foco ultra segmentado.
A banda com mais de 20 anos de estrada percebeu que sua audiência amadureceu e seguiu o ciclo natural da vida constituindo famílias e tendo filhos. Esse perfil de público responde mais a experiências que envolvam as pessoas do seu círculo familiar.
Entre ir ao show de uma banda de rock e assistir a apresentação da Galinha Pintadinha, não tenha dúvidas que esse último será o escolhido. Você que possui filhos sabe disso. 🙂
Ter um produto que entregue esses dois mundos sempre foi um sonho.
O Pato Fú conseguiu enxergar e realizar.
Experiência que reconectou a banda aos antigos fãs e ainda conseguiu ampliar sua audiência para faixas etárias impensáveis.
Esqueça o dinheiro, use a criatividade
Antes que algum pessimista de plantão apareça, quero dizer que você não precisa ser a banda famosa ou ter dinheiro para gerar experiências que ampliem sua popularidade.
Use sua criatividade. Lembre do que escrevi no início do post, marketing de experiência é utilizar a emoção dos fãs para conquistar, engajar e fidelizá-los.
Sabe os comentários apaixonados que você eventualmente recebe em seus vídeos no You Tube? Como seria se você os respondesse ligando para quem comentou?
No mínimo uma experiência inesquecível.
O Brancoala (que é meu aluno no Palco Digital) fez isso, gravou e divulgou em seu canal.
Não preciso dizer o tamanho da reação de sua audiência.
Esse conceito serve a todo objetivo e projetos da sua carreira. Se incline a conhecer mais sobre esse assunto.
Você vai ver como esse jogo que parece perdido, vai virar a seu favor.
P.S. Tenho um treinamento online que pode te ajudar a desenvolver sua carreira musical. Clique abaixo para conhecer.

