[O Guia do Marketing Musical] 10 passos para lançar sua música

Escrito por Vinicius Soares

Se você está prestes a lançar uma música, entenda o seguinte: Apresentar esse som para mais pessoas vai além de simplesmente “divulgar”. Para artistas autorais, um novo single, álbum ou EP são essenciais por serem produtos de virada na construção de carreira e geração de receita de um artista.

Fãs fundamentam a carreira de um artista. Se você compõe suas músicas, lançamentos são a chave para atrair estes fãs. Esqueça qualquer outro “papo” que te leve a ser um influenciador ou algo do tipo. O foco precisa estar na música, sempre. É por ela que as pessoas chegarão até você e ficarão ali conectadas, ouvindo canções, compartilhando e também comprando de você! São estas pessoas que, quando atraídas pela sua música, gerarão receita e sustentarão seu trabalho!

Diante disso, marketing musical focado em lançamentos deve ser um conhecimento vital. E esse post pretende te ajudar com 10 passos práticos pra você lançar sua música da melhor maneira.

Vamos lá!

1 – Encadeie seus lançamentos e finalize a entrega com um produto

Antes de “colocar seu bloco na rua”, lançando aquela primeira música que você entende que é a faixa ideal, se pergunte: Qual será lançada após essa? Se você não faz ideia, é preciso parar e definir.

Encadear lançamentos é uma plano importante que seguimos aqui na Palco Digital, minha agência de lançamentos (se quiser conhecer um pouco mais dela, clique aqui). Basicamente, todos os anos definimos com nossos artistas um planejamento anual de lançamentos com períodos de apresentação de novos trabalhos, mas, focando sempre em uma entrega final que gere um ativo financeiro ao artista.

Pra você entender melhor, um exemplo que seguimos com o cantor Madu.

Fizemos uma jornada de lançamentos de singles que culminou do EP “Estudando Tom Zé”. Ao longo de Aproximadamente 6 meses, entregamos ao público uma jornada de músicas. Madu trouxe versões e inéditas (especialmente cedidas por Tom Zé) para esse projeto. Ao final, um EP foi lançado compilando os singles e com ele, a divulgação de um show único onde Madu apresentaria ao vivo todas estas canções.

A finalização desse projeto se deu com a entrega de um show realizado no teatro CESGRANRIO, Rio de Janeiro. Apresentação única, com mais de 500 ingressos vendidos.

Caso você não tenha um show, pode oferecer a venda de produtos, merchandising, com a marca do seu lançamento. O importante é perceber que a janela comercial que se abre com um lançamento é enorme e você precisa aproveitar.

Lançar uma música isoladamente não é uma boa opção. Procure projetar seus lançamentos a fim de reunir audiência no longo prazo. Esse público, se for conectado, vai remunerar seu trabalho.

2 – Foque no áudio, depois no vídeo

Vídeo é importante, You Tube é importante. Mas, entenda que o orçamento de um lançamento precisa ter pontos de prioridade e a prioridade sempre é o áudio. Pense em captar um vídeo clipe se antes, o orçamento de marketing para o áudio estiver definido.

Sim, é possível fazer um excelente lançamento sem ter um clipe lançado e manter a música em alta de consumo durante meses.

Um exemplo interessante é o trabalho que a Bolero Freak, banda do Thiago Lotoy (membro da Academia Palco Digital). A Bolero lançou “Aconchego” sem produzir clipe e atraiu mais de 64.000 plays no Spotify, lançamento que ainda é amplamente difundido meses depois.

3 – No vídeo, busque crescer em inscritos!

Para a maioria das pessoas, lançar música no You Tube é simples. Basta criar um anúncio e, pimba! O You Tube vai entregar milhares de visualizações ao vídeo.

Sabe qual o problema disso?

Imagine um canal que possui 500 inscritos, cujo artista lança um clipe e usa publicidade para atrair 100.000 visualizações e consegue com isso 20 inscritos? Parece um ótimo resultado, só que não.

Antes de tudo, entenda que mais importante do que alavancar seu vídeo é “positivar” o seu canal. É com base no índice de popularidade do seu canal que seus vídeos são recomendados.

Seu canal é classificado pelo You Tube não pelas visualizações “pagas”, mas, pelo engajamento natural que consegue. Significa dizer que uma campanha de publicidade não pode buscar ativos que não valem entrega orgânica. Visualizações pagas precisam ser acompanhadas de métricas genuínas, como, inscrições no canal. Com as inscrições, o tempo médio de consumo dos vídeos aumenta e sua recomendação acontece.

Exemplo prático pra você entender:

Fizemos dois lançamentos para o cantor Hugo. Ambos contavam com clipe. A estratégia aqui foi fortalecer a base de interessados à imagem do Hugo (que obviamente, havia postado mais outros conteúdos no canal).

O artista cresceu absurdamente. Em 1 mês, saiu de aprox. 100 inscritos para mais de 6.000. Consequentemente, as visualizações de todos os vídeos cresceram, a ponto do canal alcançar mais 700 milhões de views.

Na Academia Palco Digital você tem acesso ao curso You Tube Fan Base, aulas que te ensinam a ter esse tipo de crescimento no You Tube

4 – Existe público para qualquer idade

Recebo frequentemente mensagens de artistas com mais de 50 anos anos receosos de lançar suas músicas. Muitos acham que as plataformas de streaming não são para eles, quando na verdade, são.

Acompanho anualmente os relatórios de performance de todos os aplicativos de música e é notório o crescimento do público mais velho. E mais do que isso, vejo no meu dia a dia isso acontecer.

Estamos trabalhando com um artista de Forró que possui mais de 60 anos, o grande Eliezer Setton. Começou recentemente a lançar suas músicas no streaming e hoje já arrebata quase 8.000 ouvintes mensais no Spotify.

A média de idade do público do Eliezer é 35 anos.

Ele não é um influenciador, foca 100% na música. A conexão do público com o seu catálogo é tão forte que hoje ele, no Spotify, quase 70% de sua audiência vêm da recomendação da plataforma.

A dica aqui é a seguinte: Audiências acima dos 35 anos tendem a se aproximar por artistas que possuem um catálogo sólido. É comum artistas cujo público possui essa media de idade, figurarem em playlists de algoritmo no Spotify como as de “Repeat”.

Público mais velha quando gosta, não larga mais. Guarde isso.

5 – Novas playlists do Spotify são um mar de oportunidades

O Spotify lançou novas categorias de playlists editoriais que não levam em conta o tempo de lançamento de uma música. Se antes era preciso “estar em época de lançamento” para ter chances de ser escolhido, hoje não mais graças às novas playlists Editoriais Personalizadas do Spotify.

Isso aconteceu com o Eliezer Setton (que você conheceu acima). Ele possui hoje 3 músicas na playlist editorial Forró até o amanhecer.

Como funciona a entrada? A curadoria é manual, ou seja, uma pessoa é responsável pela colocação, mas, atua ao lado do algoritmo do Spotify que também sugere faixas. E normalmente o algoritmo sugere músicas que estão mais aderentes a um determinado comportamento já mapeado. Se você faz o marketing musical certo e atinge com isso a recomendação da plataforma, tem chances de figurar em uma delas.

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6 – Playlists Autorais aumentam (e muito) a audiência

Não preciso dizer que playlists são vitais em um lançamento, mas…

Saia daquele comportamento padrão. Pagar para ocupar uma playlist definitivamente não vale à pena no longo prazo.

Empregue o orçamento ca criação de uma playlist própria, que tenha a sua marca e seu repertório e claro, faça o marketing digital correto para divulgá-la.

Aqui não está em jogo apenas o seu catálogo, mas, a sua marca. Pesquisa realizada pelo Spotify diz que as pessoas lembram de quem faz a curadoria das playlists, sabia?

Outro exemplo prático:

Criamos a playlist MPB Covers para a cantora Ronia Marques. O contexto de criação favorece e muito a conexão do público com a artista.

Ela está lançando um projeto chamado Pares, uma série de singles, releituras de grandes sucessos da MPB. A playlist, além de trazer forte apelo ao público, “vende” sua marca do início ao fim.

Em poucos dias conseguiu quase 3.000 inscritos e é a principal fonte de público do lançamento.

Na Academia Palco Digital você aprende a criar diversos tipos de playlists autorais para crescer seus lançamentos. Clique aqui e se inscreva.

7 – Repertório Eclético? Depende.

Não é uma boa ser “eclético demais” em lançamentos no streaming. Quando digo isso, me refiro a artistas que são diametralmente opostos em seus gêneros musicais. Por exemplo, ter um álbum de Samba mesclado com um álbum de Heavy Metal pode trazer estes dois públicos ao encontro do seu perfil, e por verem uma diversidade tão oposta, acabam não se conectando com sua mensagem.

O ecletismo deve estar contido no seu gênero. Podemos trazer como exemplo o cantor Latino (artista que atendemos aqui na Palco Digital).

Latino passeia por diversos ritmos musicais. Pop, Funk, Reggaeton, Piseiro. Mas, em todos esses estilos existe uma simbologia pop-funk característica que o posiciona a um público que consegue identificar sua marca sonora.

Vinicius Soares (Palco Digital) e Latino

Esse cuidado faz com que as plataformas digitais classifiquem melhor seu trabalho e te recomendem para mais pessoas. Mesmo sendo um artista eclético, Latino figura hoje nas maiores playlists do Pop no Spotify.

Caso suas músicas soem muito opostas, vale à pena alocá-las em um outro projeto, com outro nome e trabalhar seu marketing individualmente.

8 – Pense em Longo Prazo Sempre

Pode parecer clichê, mas, leia com atenção esse caso.

Em 2017 comecei a trabalhar com o Fredy Miller, um cantor Gospel do Rio de Janeiro. Ele estava começando um trabalho, lançando seu primeiro álbum. De 2017 a 2022 foram inúmeros lançamentos que, a olho nú, pareciam não funcionar como se esperava.

Fredy Miller e Vinicius Soares (Palco Digital)

Após 5 anos de trabalho árduo, hoje o Fredy colhe a recompensa. Recentemente bateu mais de 2 milhões de plays em seu recente lançamento (Sião) e acumula mais de 300 mil ouvintes mensais no Spotify.

Com isso, agenda do Fredy cresceu e além da receita de streaming, o artista se remunera com apresentações ao vivo.

Se ele pensou em desistir? Sim.

Mas, não conseguiu.

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9 – Pre-Save? Apenas para quem já te acompanha

Definitivamente não vale à pena realizar campanhas de pre-save para audiência fria. Esqueça sorteios ou qualquer ação que não seja focar no consumo da sua música.

Pre-Saves são importantes? Há quem diga que não mas, quem lança música constantemente sabe que são. Porém, o pre-save precisa cumprir a jornada do play. O efeito positivo é visto se quem o fez acompanha o lançamento no final, ouvindo-o.

Pra isso acontecer você precisa construir uma base de fãs conectada ao seu trabalho. se este é o seu primeiro lançamento, pode ser interessante não pensar em pre-saves agora. Construa audiências com lançamentos e engaje esse público com a antecipação da sua música.

10 – O Tráfego Pago que funciona

Sem tráfego pago não há uma boa campanha de marketing musical. Mas, é importante saber escolher as plataformas certas e o método certo para alavancar a entrega. Facebook Ads ainda vale à pena? Sim e muito. Mas, hoje, novas plataformas estão disponíveis e precisam ser usadas para diversificar suas fontes em busca de resultado. Uma delas é o Spotify Ad Studio.

Nesse vídeo falo sobre ela e como estamos usando aqui na Palco Digital especificamente, os anúncios de áudio.

Na Academia Palco Digital você recebe todo o conhecimento em marketing musical que usamos para fazer lançamentos na Palco Digital. São mais de 100 aulas de conteúdo prático. Se inscreva.

Sobre o autor

Vinicius Soares

Vinicius Soares é músico, compositor e empreendedor. Está à frente da Palco Digital, agência de consultoria para músicos independentes e realiza palestras pelo Brasil com foco em planejamento de carreira musical.

Ganhou o Prêmio Profissionais da Música, um dos maiores reconhecimentos da categoria e mantém uma comunidade online com mais de 50.000 músicos brasileiros e estrangeiros.

Uma de suas principais atividades é compartilhar conhecimento e experiência sobre geração de receita no mercado musical através das novas tecnologias, tema que já ajudou diretamente mais de 2.000 músicos e compositores através de seus treinamentos on line.

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