Como aumentar meu número de shows?

SOBRE O EPISÓDIO 2

No segundo episódio, Vinicius Soares conversa com Robson César sobre como artistas independentes podem aumentar sua agenda de shows e monetizar seu trabalho.

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Bandas referenciadas nesse Podcast

Armada – facebook.com/bandaarmada

Black Betty – facebook.com/blackbettybrasil

Texas Hammer – facebook.com/texashammer


 SOBRE O CONVIDADO

Robson Cesar já atuou em todos os pilares do show business. Músico multi-instrumentista, foi diretor de marketing de uma gravadora nacional e de uma multinacional alemã, criador e co-locutor do programa “Eu Quero É Rock” na rádio Atlântida PF – sucursal da maior rede de rádios do sul do país, foi proprietário de casas de eventos, contratou e produziu mais de 1.000 shows e atuou ao lado de bandas como Living Colour, Motorhead, Calton Coffie, Exaltasamba, Raimundos, Nenhum de Nós, Maskavo, dentre outras.

Sobre o autor

Vinicius Soares

Vinicius Soares é músico, compositor e empreendedor. Está à frente da Palco Digital, agência de consultoria para músicos independentes e realiza palestras pelo Brasil com foco em planejamento de carreira musical.

Ganhou o Prêmio Profissionais da Música, um dos maiores reconhecimentos da categoria e mantém uma comunidade online com mais de 50.000 músicos brasileiros e estrangeiros.

Uma de suas principais atividades é compartilhar conhecimento e experiência sobre geração de receita no mercado musical através das novas tecnologias, tema que já ajudou diretamente mais de 2.000 músicos e compositores através de seus treinamentos on line.

27 Comentários

  • boa noite estou começando a acompanhar agora seu conteudo e este topico ja me foi muito valido , muitas vezes nos musicos integrantes de bandas escolhemos mal nosso repertorio por mais bem executado que seja, tocar musicas para uma faixa etaria que não condis com o repertorio escolhido não agrada casa e publico.

  • Ola, minha dúvida é especificamente para o convidado Robson. Entrei em seu site mas não consegui navegar muito bem. Lá, encontrei uma frase que dizia pra que eu clicasse no “botão abaixo” e fizesse parte da “Lista VIP” e recebesse mais informações do trabalho do Robson. Porém, não encontrei nenhum botão. A Pagina está em uso? como entrar em contato com Robson?
    Desde já agradeço ao Vinicius e ao Robson pelo podcast incrível. Vocês me ajudaram bastante.
    Abraços.

  • Gostei muito da dica em manter a energia do show do início até o fim; sendo que isso é determinado pela playlist. Isso vai me ajudar muito. Sempre tive muito cuidado com o repertório e um carinho com o meu publico; agora terei mais ainda.
    Outra parte que me chamou bastante atenção é que muitas pessoas só executam as músicas e não fazem show. Eu procuro fazer o show interagindo com o público, colocando eles pra cantar em junto comigo e etc.

  • Olá Vinicius e Robson! Quero agradecer imensamente por esse palco cast, que abriu muito a minha mente sobre como trabalhar na venda dos meus shows. Já acompanho o Vinicius há algum tempo e todos os conteúdos são de muita ajuda.
    Estava lendo os comentários e vi um que falava sobre a venda de shows. Eu também tenho uma dupla sertaneja e não tenho uma equipe que me ajude nas vendas. Qual é o melhor meio de conseguir alguém que faça esse trabalho pra mim? Desde já agradeço! Um forte abraço a vocês!

  • Olha é certeiro quando falam sobre esse assunto, mas vou falar sobre SP.

    1-Rock, balada e diversão é muito associado com bebidas, a lei seca diminuiu sensívelmente a incidência das pessoas nas casas, e as casas se localizam nas regiões nobres,centrais relativamente distantes e com difícil acesso. Logo o cara que vai no show, nem sempre as casas ficam próximas do metrô, e também esse cara não quer ficar esperando até as 5am, logo ele teria que ir embora de taxi, que é uma grana a mais.

    2-A ramificação das casas estão seguindo as tendências de CULTURA DE MASSA por isso muitas casas de rock, estão migrando para POP rock ou sertanejo, para agregar um determinado público X ou Y até mesmo por questão de classe social e afins.

    3- Uma grande verdade absoluta é CONHECER O MEIO, saber quem são os donos,gerentes,as bandas e se apresentar e ter boas referências para ter a oportunidade de 5 minutos de tempo. O underground paulista foi para os beleléus devido as condições que as bandas oferecem para os músicos e a inversão de valores.

    4-Fato, as bandas apresentam shows curiosos, mas elas vão até as casas querendo também o público das casas, conquistar esse público e aumentarem a renda, mas a casa quer que a BANDA TRAGA O PÚBLICO, como se a banda limpasse o banheiro, fizesse a bebida e comida, a iluminação, o segurança e afins, sendo que a ÚNICA FUNÇÃO REAL é a banda apresentar um bom show e promover a casa, mas os valores se invertem.
    Porque eu vou sair de região X, para Y pagar no mínimo R$30 de entrada R$50 de combustível, +-100 de consumo pra ver alguém no primeiro e segundo fim de semana?
    Pela relevância DA CASA E DA BANDA.

    5-Tem uma casa localizada na Móoca que a galera do underground conhece bem, FAZER A BANDA VENDER INGRESSOS é um ABSURDO, tem casas que querem a venda do ingresso, a divulgação,e ainda pedem porcentagem da entrada, ou seja, o que faz o diferencial de um bar com rádio, é a banda e ainda assim são tratados dessa forma.
    É melhor dessa ótica fazer o próprio evento.

    6-A coisa no mundo do cover, os riscos são mais controlados, mas na música própria a situação fica ainda mais difícil e a casa que pode promover o artista além do próprio artista, se a casa tem o próprio público, ela pode investir, ou dar uma entrada para uma banda propria e outras para covers….

    7-Mas no geral tudo anda em torno do interesse e de seus alinhamentos, a banda boa cover vai ficar na zona de conforto e se manter ali, a de som próprio se não vinga, haverá o término, vingando a coisa muda de figura, mas esse processo é de qualidade de banda e de casa.
    Criar relevância é a grande sacada

  • Olá.. estou tentando ingressar no site do Robson Cesar sem êxito, pois nao passa da página da confirmação … o que ocorre? Obrigado!!!

  • Muito legal esses podcast, é um ótimo estudo pra fazer enquanto lavo a louça…rsrsrs

    Brincadeiras à parte meus parabéns, essa rede de informações é excelente para direcionarmos nossos trabalhos!

  • Ola Vinícius e Robson César.
    Primeiramente muito obrigado pelo o apoio que vcs estão dando a todos que sonham um dia viver da sua arte. Vcs fazem agt ver q esse sonho é possível.
    Tenho uma dúvida.
    Robson fala que é melhor evitar enviar propostas pelo imbox no face. E que uma opção seria a mala direta, não é a ideial mais funciona.

    Quem seria a forma mais ideal para apresentar meu projeto a um contratante?
    E quais itens devem ser indispensáveis ter nesse projeto?

    Muito agradecido.

  • Pessoal, achei valiosa a dica de não enviar propostas via inbox, realmente já fiz isso e não tive nenhum retorno. Outra dica que me tocou foi a de se não tem espaço pra sua música vai e cria um junto a outros artistas do mesmo gênero, o que no meu caso (world music) se aplicaria melhor. Parabéns pelo material!

  • Concordei com tudo que ele falou. Gostei da parte do “workshop ao vivo”. Não tem como uma banda Que toca Grunge fazer solos quilométricos ou limpos demais. Tem que absorver a essência do que você ta tocando. Gostei também da ideia de lógica de não empurrar um estilo que não é a proposta da casa.
    Duvida: como lidar com (com o perdão da palavra) os CUZÕES que sempre tem em show de rock – aqueles que insistem em uma musica que não é a proposta da banda (tipo que insiste em Rock nacional numa noite especial SEATLE) ou que invadem o palco fazendo “Backing Vocal”?

    • Fala Ronald! Respondendo a tua pergunta, pessoas inconvenientes sempre vão existir e é importante saber lidar com elas de forma inteligente. Eu sempre busco manter um clima agradável e uma resposta fraterna nestas situações porque a nossa reação em cima do palco tem reflexo em todas as outras pessoas presentes na casa. Algumas vezes, em shows mais descontraídos, toco o riff ou canto o refrão, em forma de prestigio ao pedido. Em casos de falta de bom senso, uso a técnica que batizei de Gasparzinho… algumas pessoas até enxergam e escutam o cidadão, eu não! E o show segue na boa.
      Invadir o palco já ultrapassa os limites máximos e não é tua função resolver esta situação, é um caso de competência da equipe de segurança.
      Abraço!

  • Olá Vinícius, sou aluno do palco digital e estou acompanhando cada episódio do palco cast. Tenho uma dupla sertaneja e estamos nos adaptando às novas mudanças graças a ajuda do curso. Sobre esse episódio gostaria de saber o seguinte: Muitas pessoas me falaram que pega mal para a imagem da dupla se o próprio integrante(no caso eu) sair vender show. Nesse caso seria melhor achar alguém que faça esse trabalho por mim?
    Valeu!!!!!

    • Olá Rodrigo! Não é um fator decisivo, porém demonstra maior profissionalismo além de facilitar para o artista uma vez que ter pessoas dedicadas a tarefas extra palco dá mais cabeça ao músico. Alguns contratantes tem uma boa impressão sim quando isso acontece, porém, como falamos, ter uma base de fãs em torno do artista é a moeda de troca nesse mercado. Um abraço e obrigado!

    • Fala Rodrigo! O fato de você mesmo vender o seu show demonstra que a tua equipe ainda não está 100% estruturada, e o contrário demonstra maior profissionalismo. Se você possuir uma boa proposta, não vai ser este detalhe que vai te impedir de vender o teu show. O que vejo de negativo é que você, por ser o artista negociando, fica prejudicado por não poder usar algumas estratégias de negociação importantes, e normalmente o artista tende a ter uma abordagem mais emocional do que profissional. Recomendo que você monte uma parceria com alguém que já está no ramo e tem bastante contato com casas do teu estilo ou treine uma pessoa próxima a banda para negociar para você.
      Abraço!

  • Muito bom Vinicius parabens por mais essa iniciativa. Dicas super importantes e de boa qualidade. Pra mim ta sendo mt bom, pois assim baixo e ouço no cel. diferente do youtube q eu acabava perdendo por falta de tempo. Continue com os podcast, excelente.

    Sobre “conquistar” o contratante o que vc acha que devemos realmente apresentar pra ele? exatamente quais materias? e no ao vivo ou telefone, como deve ser a abordagem?
    Como disse o Robson, devemos esperar o contratante entrar em contato. E se ele não retornar?
    vlw Vinicius, sucesso sempre!
    Obrigado.

    • Ronei, vídeos de suas apresentações ao vivo são vitais para que o contratante veja seu potencial para entreter. É um dos fatores, o mais decisivo é mostrar que seu trabalho já reúne um público fiel que pode somar ao evento financeiramente. É o que o Robson fala das bandas do tipo “Atração”. Esses profissionais tem entrada aberta. Meu conselho para que você aumente seus shows parte desse princípio, construir uma audiência e tê-la como ativo para que as portas se abram de forma profissional. Um abraço e obrigado!

    • Fala Ronei! O contratante você conquista quando supre as necessidades dele. O que ele quer é que você gere lucro atraindo compradores de ingressos e que durante o teu show, o público se sinta bem naquele ambiente e que se mantenha consumindo pelo maior tempo possível. Estas são as duas principais fontes de receita de um contratante e quanto mais lucro você gerar, maior vai ser o teu cachê.
      Na hora de vender o show, como disse o Vinícius é muito importante você ter um bom material de apresentação e um bom vídeo ao vivo para que o contratante veja com clareza o que você tem a oferecer. Contratantes precisam estar seguros de que você vai corresponder com as suas necessidades e dificilmente vão apostar em você sem esta certeza de que você sabe o que está fazendo. Você pode enviar este material pelo correio em forma de mala direta, ou criar uma boa oferta, um bom site, um bom canal no youtube, e fazer algumas campanhas via Facebook por exemplo, para que o contratante conheça o teu trabalho sem que você precise correr atrás dele. Amigos em comum também são uma boa estratégia.
      Você não precisa esperar que o contratante retorne o teu contato. A partir do momento que você falar com o contratante, antes de se despedir (seja ao vivo, via fone…) já deixe o próximo encontro agendado, tenha a iniciativa do prox. contato e seja pontual sempre.
      Abraço

  • Vinícius, acho ótimo o conteúdo que você disponibiliza pra galera no blog e no Facebook.
    Tenho uma dúvida em relação a esse podcast.
    Vocês falam da relação com o contratante, mas na minha cidade e região o espaço para bandas autorais é muito pequeno. Os contratantes querem repertório 90% cover, sendo que minha banda já tem uma CD com 10 músicas pronto e estamos trabalhando num EP de 5 músicas pra lançar em 2016.
    Estamos num conflito interno, discutindo se devemos abrir mão de seguir apenas tocando música autoral (isso nos limita a tocar apenas em festivais e muita vezes sem cachê), para montar um repertório de banda de bar, com aquele repertório padrão cover.
    Você acha que conseguiremos reconhecimento do trabalho autoral se tocarmos cover?

    • Júnior, obrigado pelo comentário! Te oriento a não abrir mão de seu repertório autoral jamais. As oportunidades para mostrá-lo, sempre aparecerão. Você mencionou que os contratantes de sua região pedem 90% de seu repertório cover. Esses 10% restantes é o espaço para você mostrar seu material autoral que, pode parecer pouco, mas, é muito valioso.

      Sua conexão com o público irá permitir que as pessoas queiram conhecer mais sobre vocês e fatalmente chegarão a seu trabalho autoral.

      Encare o cover como uma “isca” para atrair a curiosidade do público posteriormente ao seu trabalho.

      Um abraço!

    • Fala Junior!
      Esta é uma dúvida que a grande maioria dos músicos que toca música autoral enfrenta em algum momento. Como eu falei neste Palco Cast, uma das principais fontes de lucro de um contratante é o consumo de bebidas e comidas durante o evento. Outro conceito que falei era sobre a Triade do Show Business que é sustentada por três pilares principais que é você (banda) o contratante e o público. Um show só é um sucesso quando atende a necessidade destes três pilares. Você como banda precisa ter como meta atender as necessidades e interesses dos outros dois pilares. Um show totalmente autoral não é nenhum problema desde que o público conheça e cante as tuas músicas. Caso as tuas músicas ainda não sejam conhecidas do público, você vai comprometer a conexão da tua banda com o público. Se as pessoas não conhecem a tua música, dificilmente vão se emocionar ouvindo pela primeira vez, e isto torna o show muito entediante para elas (muitas vão embora cedo) e faz com que o consumo de bebidas caia muito.
      Acho importante você mostrar as tuas músicas autorais nos teus shows, porém precisa ser sutil. Covers são muito importantes pra aumentar a conexão e satisfação do público. As pessoas gostam de cantar junto com a banda e gostam de ouvir ao vivo aquele riff que ela só ouvia em casa. Recomendo que você faça um mix de covers que tem a ver com a personalidade da tua banda e de musicas autorais (mais covers do que autorais no início), e paralelo a isso vá trabalhando pras tuas músicas serem cada vez mais conhecidas. As músicas covers não vão prejudicar o teu trabalho autoral, mas vão fazer com que o teu show seja mais divertido, e também vai fazer com que o público das casas se identifique com a tua proposta.
      Abraço

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