{"id":892,"date":"2014-10-18T20:16:36","date_gmt":"2014-10-18T20:16:36","guid":{"rendered":"http:\/\/opalcodigital.com.br\/site\/?p=892"},"modified":"2019-04-06T19:44:39","modified_gmt":"2019-04-06T19:44:39","slug":"aprendendo-marketing-musical-com-renato-russo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/opalcodigital.com.br\/site\/aprendendo-marketing-musical-com-renato-russo\/","title":{"rendered":"Aprendendo Marketing Musical com Renato Russo"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea \u00e9 m\u00fasico? Tem talento? \u00c9 original? Tem valores? \u00d3timo, mas isso n\u00e3o faz de voc\u00ea um m\u00fasico profissional, por mais estranho que isso possa parecer. O grande problema \u00e9 que a grande maioria de artistas fecham os olhos para a import\u00e2ncia de saber promover sua pr\u00f3pria carreira, da forma correta.<\/p>\n<p>Renato Russo, l\u00edder da Legi\u00e3o Urbana, aproveitava sua veia &#8220;marketeira&#8221; como poucos artistas. N\u00e3o sabia? Achava que o l\u00edder da maior banda do rock nacional era um mero poeta, m\u00fasico de talento indiscut\u00edvel? Nada disso.<\/p>\n<p>H\u00e1 tempos atr\u00e1s a revista Veja publicou uma mat\u00e9ria revelando exatamente isso. Renato sabia o que fazer para que seu grupo se encaixasse na cena musical do in\u00edcio dos anos 80. Ele n\u00e3o escolheu Dado (com raiz ind\u00edgena), Bonf\u00e1 (ruivo) e Renato Rocha (negro) \u00e0 toa. A primeira forma\u00e7\u00e3o da Legi\u00e3o era a cara da mistura racial brasileira. Ele sabia que em um pa\u00eds dominado pelo Samba e MPB, a imagem de sua banda daria um tom mais popular ao som que at\u00e9 ent\u00e3o, pouca gente estava acostumada a ouvir.<\/p>\n<p>A obstina\u00e7\u00e3o em dirigir estrategicamente a banda era tanta que Renato influenciava os diretores da EMI quanto ao lan\u00e7amento das can\u00e7\u00f5es. Leia um dos trechos da mat\u00e9ria da Revista Veja:<\/p>\n<blockquote><p>VEJA teve acesso com exclusividade \u00e0s duas dezenas de bilhetes e cartas de Renato reunidas por Davidson, na \u00e9poca, diretor da gravadora da Legi\u00e3o Urbana. Nesses escritos, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma revela\u00e7\u00e3o de ordem pessoal. Renato, por exemplo, n\u00e3o fala nada sobre sua propalada bissexualidade, que ele assumiria na d\u00e9cada de 90. H\u00e1, no entanto, surpresas sobre a maneira como o cantor planejava a pr\u00f3pria carreira. A imagem que a maior parte dos f\u00e3s do Legi\u00e3o Urbana tem dele \u00e9 a de um poeta rebelde, j\u00e1 que Renato adorava criticar a ind\u00fastria do disco em entrevistas. Seus bilhetes revelam uma faceta diferente. Renato tinha um faro acurado para determinar quais m\u00fasicas da banda iriam tocar no r\u00e1dio. Fazia lobby com a gravadora nesse sentido. Era tamb\u00e9m obcecado pela imagem do conjunto. Os palpites que dava raramente estavam errados. Era, em \u00faltima an\u00e1lise, um campe\u00e3o do marketing.<\/p>\n<p>Entre as cartas de Renato Russo se destaca o ma\u00e7o referente ao disco Dois, lan\u00e7ado em 1986. H\u00e1, nos bilhetes, pouco sobre letras e arranjos e muito sobre como cada faixa deveria ser &#8220;vendida&#8221;. A certa altura, por exemplo, Renato escreve: &#8220;Muitos acreditam que Tempo Perdido \u00e9 a faixa mais forte do disco \u2013 e conseq\u00fcentemente hit single instant\u00e2neo. Mas n\u00e3o \u00e9 a faixa para ser trabalhada de in\u00edcio&#8221;. Ele achava que a gravadora deveria investir na can\u00e7\u00e3o Eduardo e M\u00f4nica. Dito e feito. Foi isso que ocorreu e o disco foi um dos maiores sucessos da hist\u00f3ria da banda, com 1,5 milh\u00e3o de c\u00f3pias vendidas. Davidson acredita que Renato tinha essa vis\u00e3o de marketing desde o in\u00edcio do Legi\u00e3o. Como se achava muito feio, convidou dois gal\u00e3s para tocar com ele, para contrabalan\u00e7ar \u2013 Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonf\u00e1. Renato tamb\u00e9m contou a Davidson que o baixista da primeira forma\u00e7\u00e3o do Legi\u00e3o, Renato Rocha, o Negrete, foi escolhido porque o m\u00fasico achava de bom-tom ter um grupo multirracial. &#8220;Ele queria um conjunto que fosse a cara do Brasil, com um negro, um descendente de \u00edndios \u2013 eu \u2013, um ruivo, o Marcelo, e um filho de italianos, ele pr\u00f3prio&#8221;, confirma o guitarrista Dado Villa-Lobos.<br \/>\n<script async=\"\" src=\"\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-2748491712590282\" data-ad-slot=\"1683216296\"><\/ins><br \/>\n<script><br \/>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});<br \/>\n<\/script><br \/>\nPodemos ver um pouco mais da\u00a0vis\u00e3o de Marketing do l\u00edder da Legi\u00e3o Urbana nessa entrevista, veja:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: none; overflow: hidden;\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fopalcodigital%2Fvideos%2F932474780212373%2F&amp;show_text=0&amp;width=560\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Hoje, saber dirigir uma carreira \u00e9 muito mais importante do que h\u00e1 20 anos atr\u00e1s. A aposta financeira de gravadoras em novos artistas \u00e9 praticamente zero, acredito que voc\u00ea saiba disso.<\/p>\n<p>O mercado independente est\u00e1 a\u00ed, crescente e de portas abertas diretamente para o p\u00fablico, sem intermedi\u00e1rios. Muita gente sabe disso, mas, ainda n\u00e3o compreendeu ou se capacitou para essa oportunidade.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea \u00e9 m\u00fasico? Tem talento? \u00c9 original? Tem valores? \u00d3timo, mas isso n\u00e3o faz de voc\u00ea um m\u00fasico profissional, por mais estranho que isso possa parecer. O grande problema \u00e9 que a grande maioria de artistas fecham os olhos para a import\u00e2ncia de saber promover sua pr\u00f3pria carreira, da forma correta. 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